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Balaio de Oxum de Mãe Naiana

CULTURA VIVA

Fé que se leva na cabeça, no coração e na memória.

Uma tradição de mais de meio século que atravessa gerações, reúne a comunidade e segue até as águas carregando devoção, memória e continuidade.

UMA TRADIÇÃO QUE PERMANECE

Das mãos de Mãe Otília às águas de Belmonte

O Balaio de Oxum integra uma tradição familiar e religiosa preservada por décadas no Ilê Axé do Aritendê. Mãe Naiana recorda que o ritual já fazia parte da caminhada de sua mãe, Mãe Otília, muito antes de seu nascimento.

Ao longo dos anos, a entrega foi acompanhando os caminhos da comunidade: o Pontal, a região da Biela, trajetos pelo rio e a praia da Caieira aparecem na memória dessa história, sempre com o mesmo propósito — levar às águas um gesto de devoção, respeito e continuidade.

“O balaio tem história, e muita história.”

Oxum

A devoção a Oxum está no coração dessa tradição e acompanha a trajetória espiritual preservada no Ilê Axé do Aritendê ao longo das gerações.

As águas

Rio e mar fazem parte da caminhada do Balaio. Mais do que cenário, as águas representam o destino de uma entrega construída com fé, respeito e ancestralidade.

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Ancestralidade

O Balaio representa uma herança transmitida entre gerações, preservando ensinamentos, memórias e responsabilidades dentro da comunidade religiosa.

Comunidade

A tradição reúne pessoas, histórias e experiências em torno de um compromisso coletivo que permanece vivo a cada nova celebração.

CAMINHADA DO BALAIO

Uma tradição em movimento

A forma de levar o Balaio mudou com o tempo, mas o compromisso com a tradição permaneceu. A memória oral de Mãe Naiana ajuda a reconstruir essa caminhada.

Antes de Naiana nascer

A tradição do Balaio já existia e fazia parte da trajetória religiosa de Mãe Otília, vinculada ao Ilê Axé do Aritendê.

Do Pontal a outros caminhos

Na memória da família aparecem deslocamentos até o Pontal e também saídas pela região da Biela, inclusive com travessias e percursos pelo rio.

Caieira e continuidade

A praia da Caieira passou a integrar a tradição por sua proximidade e condições de acesso, mantendo vivo o encontro anual com as águas.

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Sete anos levado na cabeça

Durante um período lembrado como sete anos, o Balaio era conduzido na cabeça até as águas, passando de Mãe Otília para a mãe pequena e para integrantes mais antigos da casa.

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A chegada do transporte

Com o tempo, a comunidade passou a buscar carros para conduzir o Balaio. A mudança facilitou o percurso e acompanhou a transformação dos trajetos.

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UM COMPROMISSO QUE NÃO FALHA

O dia do Balaio

Para Mãe Otília, o dia 2 de fevereiro era um compromisso com a tradição. Independentemente do dia da semana, o Balaio seguia até as águas. Em alguns anos, a caminhada começava ainda de madrugada, quando Belmonte permanecia no escuro. Mais do que uma data no calendário, o 2 de fevereiro tornou-se um momento de encontro entre fé, memória, comunidade e ancestralidade.

Balaio de Oxum
Balaio de Oxum
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INCLUA NO SEU ROTEIRO CULTURAL

Uma experiência para conhecer a fé e a ancestralidade de Belmonte

Conhecer a história do Balaio de Oxum é se aproximar de uma Belmonte marcada pela religiosidade, pela memória oral e pela força das tradições afro-brasileiras.

A trajetória de Mãe Otília e Mãe Naiana revela como fé, território e comunidade se encontram em uma manifestação que atravessa gerações e continua fazendo parte da identidade cultural da cidade.

01. Ilê Axé do Aritendê

Um espaço de fé, memória e ancestralidade onde a história do Balaio de Oxum é preservada e transmitida entre gerações.

02. Entre Rio e Mar

Os caminhos do Balaio também revelam a profunda relação de Belmonte com suas águas, atravessando lugares como o Pontal, a Biela, o rio e a praia da Caieira.

03. Cultura Viva

Festas, manifestações religiosas, música, dança, saberes e tradições mostram a diversidade cultural preservada pelas comunidades de Belmonte.

04. Patrimônio e Memória

Conhecer as histórias de quem preserva as tradições locais é também descobrir um patrimônio construído pela memória, pela oralidade e pelo sentimento de pertencimento.

DÚVIDAS FREQUENTES

O que saber sobre o Balaio de Oxum de Mãe Naiana

Respostas rápidas para conhecer melhor essa tradição de fé, ancestralidade e memória preservada em Belmonte.

Quando acontece o Balaio?

A entrega do Balaio é tradicionalmente realizada no dia 2 de fevereiro, mantendo um compromisso transmitido entre gerações no Ilê Axé do Aritendê.

Há quanto tempo essa tradição existe?

Segundo a memória de Mãe Naiana, o Balaio já era realizado por Mãe Otília antes mesmo de seu nascimento. A tradição atravessa mais de meio século de história.

Por quais lugares o Balaio já passou?

A memória da tradição registra diferentes trajetos, incluindo o Pontal, a região da Biela, percursos pelo rio e, posteriormente, a praia da Caieira.

O Balaio sempre foi levado da mesma forma?

Não. Durante muitos anos, o Balaio foi levado na cabeça até as águas. Com o passar do tempo, carros passaram a auxiliar no transporte e os próprios caminhos da entrega também foram mudando.

Quem foi Mãe Otília?

Mãe Otília é uma das principais referências dessa história. Foi responsável por preservar e transmitir a tradição do Balaio dentro da família e do Ilê Axé do Aritendê.

Quem mantém essa tradição atualmente?

Após a partida de Mãe Otília, Mãe Naiana assumiu a liderança do Ilê Axé do Aritendê e deu continuidade ao Balaio, preservando os ensinamentos e o compromisso deixados por sua mãe.

CONTINUE PELA CULTURA VIVA

Outras manifestações que revelam a alma cultural de Belmonte

A história do Balaio de Oxum faz parte de uma cultura viva construída por muitas vozes. Continue descobrindo festas, saberes, personagens e tradições que atravessam gerações e mantêm viva a identidade do povo belmontense.

Personagens do Festival de Boi Duro durante apresentação cultural em Belmonte

Festival de Boi Duro

Uma tradição popular que reúne fé, música, dança, personagens e alegria nas ruas de Belmonte.

Músicos das filarmônicas de Belmonte reunidos com instrumentos de sopro e percussão

Filarmônicas

Bandas centenárias que preservam a tradição musical de Belmonte e seguem formando gerações por meio da arte, da disciplina e da cultura.

Mulher girando uma saia amarela durante roda de samba ao som de tambores em Belmonte.png

Marisqueiras

A força das mulheres do mar e do samba de raiz em uma expressão que une trabalho, ancestralidade, ritmo e comunidade.

Participantes com roupas brancas e azuis durante cortejo cultural em Belmonte

Blocos Culturais

Manifestações populares que levam às ruas a criatividade, a alegria e a força coletiva da cultura belmontense.

Exposição de cadeiras de diferentes formatos no Museu das Cadeiras em Belmonte

Museu das Cadeiras

Um espaço singular que reúne peças, memórias e histórias capazes de revelar diferentes tempos da vida cotidiana.

Forno artesanal de barro utilizado na produção de cerâmica em Belmonte

Casa de Memória Dagmar Muniz

Um lugar dedicado à arte, à memória e ao legado de Dona Dagmar, preservando saberes que fazem parte da identidade cultural de Belmonte.

CONTINUE EXPLORANDO

Belmonte continua se revelando em novos caminhos

Depois das Marisqueiras e da Roda de Samba, Belmonte continua se revelando em roteiros de cultura, natureza, história e sabores que ampliam a experiência no destino.

Moqueca de peixe com caldo cremoso e ervas frescas servida em uma panela

Experiências

Roteiros que conectam natureza, cultura, história e vivências capazes de revelar diferentes formas de conhecer Belmonte.

Estrutura metálica ornamentada do chafariz histórico de Belmonte vista por baixo

Patrimônio Histórico

Entre igrejas, casarões, monumentos e memórias do cacau, Belmonte preserva uma história que atravessa gerações.

Vista aérea do encontro do Rio Jequitinhonha com o Oceano Atlântico em Belmonte

Entre Rio e Mar

Entre rio, mar e paisagens, Belmonte revela sua essência natural.

Caranguejo com as pinças levantadas sobre a vegetação rasteira

Sabores de Belmonte

Receitas, ingredientes e tradições revelam uma culinária cheia de memória, afeto e identidade local.

Conheça uma tradição que atravessa gerações

Descubra a história do Balaio de Oxum de Mãe Naiana e conheça uma Belmonte onde fé, ancestralidade, memória e águas se encontram para manter viva uma tradição de mais de meio século.

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Belmonte, no sul da Bahia, é natureza, história, cultura e tradição em um só lugar. Venha viver essa experiência.

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