
UMA TRADIÇÃO QUE PERMANECE
Das mãos de Mãe Otília às águas de Belmonte
O Balaio de Oxum integra uma tradição familiar e religiosa preservada por décadas no Ilê Axé do Aritendê. Mãe Naiana recorda que o ritual já fazia parte da caminhada de sua mãe, Mãe Otília, muito antes de seu nascimento.
Ao longo dos anos, a entrega foi acompanhando os caminhos da comunidade: o Pontal, a região da Biela, trajetos pelo rio e a praia da Caieira aparecem na memória dessa história, sempre com o mesmo propósito — levar às águas um gesto de devoção, respeito e continuidade.
“O balaio tem história, e muita história.”
Oxum
A devoção a Oxum está no coração dessa tradição e acompanha a trajetória espiritual preservada no Ilê Axé do Aritendê ao longo das gerações.
As águas
Rio e mar fazem parte da caminhada do Balaio. Mais do que cenário, as águas representam o destino de uma entrega construída com fé, respeito e ancestralidade.
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Ancestralidade
O Balaio representa uma herança transmitida entre gerações, preservando ensinamentos, memórias e responsabilidades dentro da comunidade religiosa.
Comunidade
A tradição reúne pessoas, histórias e experiências em torno de um compromisso coletivo que permanece vivo a cada nova celebração.
CAMINHADA DO BALAIO
Uma tradição em movimento
A forma de levar o Balaio mudou com o tempo, mas o compromisso com a tradição permaneceu. A memória oral de Mãe Naiana ajuda a reconstruir essa caminhada.
Antes de Naiana nascer
A tradição do Balaio já existia e fazia parte da trajetória religiosa de Mãe Otília, vinculada ao Ilê Axé do Aritendê.
Do Pontal a outros caminhos
Na memória da família aparecem deslocamentos até o Pontal e também saídas pela região da Biela, inclusive com travessias e percursos pelo rio.
Caieira e continuidade
A praia da Caieira passou a integrar a tradição por sua proximidade e condições de acesso, mantendo vivo o encontro anual com as águas.
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Sete anos levado na cabeça
Durante um período lembrado como sete anos, o Balaio era conduzido na cabeça até as águas, passando de Mãe Otília para a mãe pequena e para integrantes mais antigos da casa.
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A chegada do transporte
Com o tempo, a comunidade passou a buscar carros para conduzir o Balaio. A mudança facilitou o percurso e acompanhou a transformação dos trajetos.
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UM COMPROMISSO QUE NÃO FALHA
O dia do Balaio
Para Mãe Otília, o dia 2 de fevereiro era um compromisso com a tradição. Independentemente do dia da semana, o Balaio seguia até as águas. Em alguns anos, a caminhada começava ainda de madrugada, quando Belmonte permanecia no escuro. Mais do que uma data no calendário, o 2 de fevereiro tornou-se um momento de encontro entre fé, memória, comunidade e ancestralidade.



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INCLUA NO SEU ROTEIRO CULTURAL
Uma experiência para conhecer a fé e a ancestralidade de Belmonte
Conhecer a história do Balaio de Oxum é se aproximar de uma Belmonte marcada pela religiosidade, pela memória oral e pela força das tradições afro-brasileiras.
A trajetória de Mãe Otília e Mãe Naiana revela como fé, território e comunidade se encontram em uma manifestação que atravessa gerações e continua fazendo parte da identidade cultural da cidade.
01. Ilê Axé do Aritendê
Um espaço de fé, memória e ancestralidade onde a história do Balaio de Oxum é preservada e transmitida entre gerações.
02. Entre Rio e Mar
Os caminhos do Balaio também revelam a profunda relação de Belmonte com suas águas, atravessando lugares como o Pontal, a Biela, o rio e a praia da Caieira.
03. Cultura Viva
Festas, manifestações religiosas, música, dança, saberes e tradições mostram a diversidade cultural preservada pelas comunidades de Belmonte.
04. Patrimônio e Memória
Conhecer as histórias de quem preserva as tradições locais é também descobrir um patrimônio construído pela memória, pela oralidade e pelo sentimento de pertencimento.
DÚVIDAS FREQUENTES
O que saber sobre o Balaio de Oxum de Mãe Naiana
Respostas rápidas para conhecer melhor essa tradição de fé, ancestralidade e memória preservada em Belmonte.
Quando acontece o Balaio?
A entrega do Balaio é tradicionalmente realizada no dia 2 de fevereiro, mantendo um compromisso transmitido entre gerações no Ilê Axé do Aritendê.
Há quanto tempo essa tradição existe?
Segundo a memória de Mãe Naiana, o Balaio já era realizado por Mãe Otília antes mesmo de seu nascimento. A tradição atravessa mais de meio século de história.
Por quais lugares o Balaio já passou?
A memória da tradição registra diferentes trajetos, incluindo o Pontal, a região da Biela, percursos pelo rio e, posteriormente, a praia da Caieira.
O Balaio sempre foi levado da mesma forma?
Não. Durante muitos anos, o Balaio foi levado na cabeça até as águas. Com o passar do tempo, carros passaram a auxiliar no transporte e os próprios caminhos da entrega também foram mudando.
Quem foi Mãe Otília?
Mãe Otília é uma das principais referências dessa história. Foi responsável por preservar e transmitir a tradição do Balaio dentro da família e do Ilê Axé do Aritendê.
Quem mantém essa tradição atualmente?
Após a partida de Mãe Otília, Mãe Naiana assumiu a liderança do Ilê Axé do Aritendê e deu continuidade ao Balaio, preservando os ensinamentos e o compromisso deixados por sua mãe.
CONTINUE PELA CULTURA VIVA
Outras manifestações que revelam a alma cultural de Belmonte
A história do Balaio de Oxum faz parte de uma cultura viva construída por muitas vozes. Continue descobrindo festas, saberes, personagens e tradições que atravessam gerações e mantêm viva a identidade do povo belmontense.
CONTINUE EXPLORANDO
Belmonte continua se revelando em novos caminhos
Depois das Marisqueiras e da Roda de Samba, Belmonte continua se revelando em roteiros de cultura, natureza, história e sabores que ampliam a experiência no destino.











