Memória Moldada



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Falar de Belmonte é também falar de Dona Dagmar Muniz de Oliveira, uma das maiores referências da cerâmica artesanal da Bahia e do Brasil. Reconhecida por transformar o barro em peças monumentais, ela levou o nome de Belmonte para importantes espaços culturais do país e se tornou um símbolo da arte popular brasileira.
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Conhecida como a “filha do barro”, Dona Dagmar construiu uma trajetória marcada por talento, sensibilidade e profundo vínculo com a terra. Seu trabalho nasceu da tradição do Vale do Jequitinhonha e ganhou identidade própria em Belmonte, onde suas mãos moldaram vasos gigantes, potes e esculturas que impressionam pela beleza, resistência e expressão cultural.
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A tradicional Olaria 14 Irmãos, criada em homenagem à sua família, tornou-se um verdadeiro patrimônio afetivo e cultural da cidade. O espaço guarda não apenas suas obras, mas a memória de um saber ancestral transmitido entre gerações, mantendo viva a tradição ceramista no município.
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Seu legado ultrapassou as fronteiras de Belmonte. Dona Dagmar foi reconhecida por instituições culturais e acadêmicas, participou de projetos de valorização dos saberes tradicionais e teve sua história eternizada em documentários, mostras e homenagens. Mesmo após seu falecimento, em 2023, sua arte continua viva na cidade, na família e na memória de todos que conhecem sua história.
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Visitar Belmonte e conhecer a história de Dona Dagmar é mergulhar em uma experiência de arte, memória e ancestralidade. Cada peça em barro revela a força de uma mulher que transformou a terra em identidade cultural e fez de sua obra um patrimônio eterno.
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